Mary smiling in the studio, between two paintings by Lenon B

«Começar já é uma alegria!» A Mary conta

Alguns de vós já conhecem a sua história. A Mary é a mulher que deu o nome ao MARY.

Conhecemo-nos num jantar comunitário organizado pelas minhas queridas amigas do Bluceira, que propõem aqui na Ericeira estadias tranquilas para cuidar de si. À mesa estavam os participantes da estadia e algumas pessoas da terra, como eu. E fiquei sentada mesmo ao lado da Mary.

Adoro esta frase: «Não há acasos, há encontros marcados.» Não foi por acaso que conheci a Mary naquela noite.

Pouco depois, ela veio ao ateliê. Contei essa tarde do meu lado em Mary, o encontro que mudou tudo. Hoje quis dar-lhe a palavra. Fiz-lhe algumas perguntas, e ela respondeu com a simplicidade e a luz que tanto a caracterizam. Aqui ficam as suas palavras.

A entrevista

As respostas da Mary foram traduzidas do inglês.

Como te sentias em relação à arte e à criatividade antes de vires ao ateliê?

«Quando cheguei ao ateliê, estava num momento decisivo da minha vida. O meu marido tinha morrido e a minha vida tinha mudado profundamente. Inscrevi-me num retiro porque precisava de um lugar para descansar. Toda a cor tinha desaparecido da minha vida, e tomar qualquer decisão parecia impossível. No ateliê, percebi pouco a pouco que ainda há cor na vida e que ainda é possível fazer coisas novas. Uma pequena mas importante mudança de perspetiva!»

O que te fez dizer sim ao meu convite?

«Sempre me interessei por arte, mas nunca tinha experimentado. Só começar parecia demasiado complicado. No teu ateliê aprendi que começar já é uma alegria!»

Lembras-te dos teus primeiros momentos diante da tela? O que sentiste?

«Muito bem! Lembro-me daquela sensação de que tudo era possível. De que era altura de experimentar!»

O que mudou para ti, nessa tarde e depois?

«Nessa tarde comecei, timidamente, a experimentar coisas novas. Comprei algum material básico e comecei a brincar!»

O que dirias a alguém que acha que a arte «não é para si»?

«Tenha coragem e experimente!»

Se o MARY fosse uma cor para ti, qual seria, e porquê?

«Roxo. É uma cor alegre!»

Algumas palavras minhas

Ao ler as respostas da Mary, fiquei profundamente tocada. Ela não fala de obra-prima, nem de talento. Fala da cor que volta, de uma possibilidade, da alegria de simplesmente começar. E hoje tem o seu próprio material em casa, e brinca.

É exatamente isso o MARY. Não é preciso saber fazer. Basta um pouco de coragem para experimentar, e o resto fazemos juntos.

Obrigada, Mary, pela tua confiança, e por este lindo roxo.

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Cuide bem de si,
Com toda a minha ternura,

Lenon

MARY, Make Art Reconnect Yourself, Ericeira

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